O prazo de entrega da sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física está às portas e muitos ainda não sabem qual versão de envio utilizar, se a declaração simplificada ou completa.

Antes da escolha, é necessário conhecer cada uma das duas, visto que nem todos contribuintes poderão optar pelo modelo simplificado.

Pensando em lhe ajudar a escolher a forma ideal de envio da sua DIPF 2018, elaboramos o presente artigo. Continue conosco e saiba qual o modelo ideal de envio da sua declaração.

Declaração simplificada ou completa: quais as diferenças?

Atualmente a Receita Federal disponibiliza dois formulários de envio de Declaração de Imposto de Renda: o completo e o simplificado.

Se você possui poucas despesas que podem ser utilizadas para deduzir do seu Imposto de Renda, e que aumentam o valor da sua restituição, como despesas com saúde e educação, é preferível que opte pela declaração simplificada, já que ela é mais simples e rápida para ser preenchida.

Perceba que para o envio da versão simplificada é necessário que suas despesas não ultrapassem o limite de 20% dos seus rendimentos tributáveis, na verdade, esse será um dos critérios mais importantes para indicar a obrigatoriedade de qual dos dois tipos deverá preencher.

Caso contrário, você tenha um maior número de deduções e suas despesas ultrapassem o limite citado, é necessário que use a versão completa.

A própria declaração informa ao contribuinte qual o modelo mais adequado de preenchimento ao se preencher detalhadamente as informações e incluir todos os gastos que podem ser deduzidos do imposto de Renda.

Ainda não sabe se precisa fazer a declaração de imposto de renda? Leia aqui “Quem deve declarar imposto de renda?”

DIRPF 2018 modelo completo: principais deduções

Abaixo segue relação de algumas das deduções que os contribuintes que irão optar pelo modelo completo poderão informar em sua declaração:

  • Despesas de origem médicas poderão ser deduzidas em sua totalidade;
  • Despesas tidas com educação também podem ser abatida, mas observando o limite de até R$ 3.561,50 por indivíduo, no ano de 2017;
  • Caso tenha dependentes eles podem gerar um abatimento de até R$ 2.275,08 por indivíduo;
  • Em situações que se informem plano de previdência privada, que sejam do tipo PGBL, poderá haver abatimento respeitando-se o limite de até 12% da renda;
  • Quem realiza o recolhimento de INSS de empregado doméstico pode realizar abatimento de até R$ 1.171,84;
  • Caso realize a escrituração do livro-caixa de profissional autônomo poderá incluí-lo na dedução integral.

Fique atento a cada um dos limites.

Imposto calculado a menor pode gerar mais gastos futuros, devido à incidência de multas e juros sobre a diferença apurada.

Informações comuns aos dois modelos

Não importa qual o modelo escolhido: a declaração simplificada ou completa, existem algumas informações que devem constar em ambas:

  • Fontes de rendas (sua e dos seus dependentes, incluindo pensões e salários)
  • Imposto de Renda recolhido no ano anterior (por retenção ou através de recolhimento mensal – com o carnê do leão)
  • Bens (seus e dos seus dependentes, e isso inclui automóveis, casas, aplicações financeiras, dentre outros)

Seja organizado! Não deixe que despesas ou receitas fiquem de fora da sua declaração, seja ela simplificada ou completa, e evite problemas com a Receita Federal.

Saiba algumas mudanças na DIRPF 2018

Nesse ano de 2018 a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física possui alguns aspectos novos, sendo importante ficar atento a cada um deles, independentemente do preenchimento da declaração simplificada ou completa.

Um deles é a obrigatoriedade de constar o CPF de dependentes com 8 anos ou mais (desde que completem essa idade até o dia 31/12/2017). No ano anterior a declaração exigia que essa idade fosse de 12 anos.

Os campos de informações complementares de alguns bens também sofreram mudanças, sendo acrescentados campos que requerem um número de informações mais detalhadas.

Exemplo disso é que, ao declarar imóveis, será necessário informar a data em que foi adquirido, sua área, registros do IPTU e ITR e no Cartório de Registro de Imóveis.

Tratando-se de veículos, embarcações ou aeronaves o número do RENAVAM será exigido, ou, na sua falta, do registro no órgão fiscalizador responsável.

Caso você tenha aplicação financeira ou contas correntes existe campo destinado ao preenchimento do CNPJ da instituição financeira.

Algumas dessas informações são facultativas para esse ano, mas serão obrigatórias a partir do próximo ano.

Ao preencher sua DIRPF 2018, seja ela a versão da declaração simplificada ou completa, lembre-se de guardar todos os recibos, notas fiscais e documentos utilizados. Futuramente o fisco poderá exigir a apresentação deles, tê-los já organizados é uma forma de poupar tempo e evitar futuros problemas.

Caso exista insegurança ao preencher sua declaração, não hesite em buscar a orientação de um profissional contábil, ele tem a expertise necessária para lhe orientar sobre a maneira correta de enviar a sua DIRPF 2018.

Ainda tem dúvidas sobre o preenchimento da sua Declaração de Imposto de Renda? Entre em contato conosco!